Um executivo da Apple foi preso sob acusação de receber mais de US$ 1 milhão, por um período que se arrasou por vários meses, de uma empresa asiática em troca de informações confidenciais sobre a linha de produtos da fabricante do iPhone.
Um juri indiciou Paul Shin Devine, de 37 anos, além de um cúmplice baseado em Cingapura, Andrew Ang, acusando-os de lavagem de dinheiro, recebimento de propina, 23 contas bancárias ilegais, entre outras acusações, de acordo com dados publicados pelo San Jose Mercury News.
A Apple também entrou com uma ação civil contra Devine, que foi gerente de cadeia de suprimento na companhia.
A investigação foi liderada por agentes do Internal Revenue Service do FBI, nos Estados Unidos. Um porta-voz da Apple informou que a companhia cooperação com as investigações.
"A Apple está comprometida com os mais altos padrões éticos na forma que fazemos negócios", informou o porta-voz ao Mercury News. "Temos tolerância zero ao comportamento desonesto dentro e fora da empresa."
O jornal diz ainda que as companhias acusadas não tiveram os nomes revelados no documento do órgão norte-americano. Pelo indiciamento, elas estão localizadas na Ásia, podendo ter sede na China, Coreia do Sul, Taiwan e Cingapura. Os eletrônicos da Apple são fabricados nesses países.
Os vendedores, que fabricante partes e acessórios de iPhone e iPod, supostamente se beneficiaram desse acordo, já que, com informações internas, puderam sair na frente e produzir dispositivos que atendessem melhor às necessidades da Apple. Além disso, elas conseguiam antecipar-se às demandas futuras.
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