
Atualmente o mundo está voltado com grandes esforços para o uso racional e sustentável dos recursos naturais do planeta. Claro que todos os setores são afetados em maior ou menor escala e o setor de tecnologia não foge à regra.
Um dos grandes representantes da nova onda verde em TI é a
virtualização de servidores.
Como premissa, alguns dados devem ser expostos: antes da virtualização uma empresa com um número pequeno de usuários, deveria para suportar esse ambiente, possuir alguns serviços mínimos em sua estrutura, como
firewall,
gateway, AD, o banco de dados em si, distribuição de
link, sevidor de e-mail,
entre outros. Até então para cada serviço citado era necessário um
hardware exclusivo, ou seja, uma máquina (servidor) para cada serviço. Cada servidor ligado representa em custos atuais um consumo da ordem de R$ 50,00/mês somente com a conta de energia elétrica, desconsiderando outros custos como manter as máquinas em temperatura adequada, que para isso são necessários condicionadores de ar potentes que mais uma vez consomem energia elétrica, reposição de peças, etc. Quanto mais máquinas ligadas maior a necessidade de refrigeração e mais intensa a manutenção.
É fato que a energia elétrica, mesmo com todos os avanços voltados para gerar energia elétrica limpa, ainda é um dos grandes vilões antiecológicos, seja pela emissão de carbono gerada na queima de combustíveis para transformar a energia ou pela destruição ambiental causada pela inundação nos casos de hidroelétricas.

A virtualização nada mais é que, usando
hardwares mais modernos, com alta capacidade de processamento, através de
softwares específicos, obter partições internas independentes onde cada uma delas pode realizar um serviço completamente independente do outro.
Trocando em miúdos, com a virtualização pode-se ter em um único
hardware os serviços de
Gateway,
Firewall, distribuição de rede e sevidor de e-mail, por exemplo, que antes consumiam quatro máquinas independentes para o mesmo trabalho.
Algumas empresas vêm desenvolvendo em parceria com fabricantes de processadores, alternativas que já registraram até 16 serviços independentes em um mesmo servidor, esse número é extremo e o mercado trabalha hoje com uma base de quatro a oito para um.
Em contas grosseiras podemos concluir que a virtualização pode reduzir sem perda de desempenho ou aumento de riscos (a redundância de fonte elimina as quedas únicas do servidor e as partições isolam os serviços de tal forma que quando um deles “sai” do ar, os outros continuam normalmente) uma redução
somente no gasto de energia elétrica mínima de 75%.
Vamos pensar em uma infra-estrutura com 100 servidores, que venha a realizar uma migração total, reduzirá o volume para 25 máquinas! Para a empresa o benefício mais direto é uma redução da conta de energia elétrica pela diminuição de máquinas ligadas e pelo menor consumo de ar condicionado.

Quando extrapolamos o custo financeiro para o custo ambiental, cada migração quadruplica o aproveitamento energético, e assim reduz imensamente o desperdício e o impacto que a geração dessa energia gera.
Na Europa e EUA, a TI verde está em pauta à alguns anos, gerando resultados positivos e melhorando cada vez mais os procedimentos técnicos. Torcemos então para que o Brasil logo entre nessa onda de TI Verde, aproveite a capacidade que a tecnologia proporciona e ajude à preservação de nosso planeta.
sobre virtualização de servidores.